sábado, 2 de julho de 2011

Após liberação pelo STF, Marcha da Maconha reúne centenas na Paulista

Centenas de pessoas se concentram desde as 14h deste sábado (2) no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, para a realização da primeira Marcha da Maconha na capital depois da liberação desta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os manifestantes, desta vez, puderam exibir cartazes pedindo a descriminalização da droga, sem qualquer interferência por parte da polícia (Foto: G1/G1)

Às 16h, teve início a Marcha da Maconha em direção ao Centro de São Paulo. Os manifestantes desceram pela Rua Augusta e depois pela Consolação. No meio do ato, caminharam de costas em protesto contra o Tribunal de Justiça de São Paulo, que proibiu a realização da marcha seguidas vezes (Foto: G1/G1



Fonte:G1

Banda larga terá plano com combo da Oi por R$ 69,90

O baiano que quiser contratar um combo com internet de banda larga mais assinatura de telefone, dentro do recém-anunciado Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), desembolsará R$ 69,90 nas cidades sob cobertura da Oi.

O valor do plano foi anunciado ontem pelo Ministério das Comunicações, após o acordo do Plano Nacional de Banda Larga ( PNBL) ter sido firmado. O acordo prevê a oferta de internet com velocidade de 1 Mbps (banda larga) pelo valor mensal de R$ 35 para todo o país até 2014.

O serviço, que começa a ser vendido daqui a 90 dias, pode ser feito através de conexão fixa ou móvel, e o consumidor pode optar por assinar apenas o pacote de banda larga ou o combo com telefone fixo. Para ter conexão fixa e maior capacidade de download, o cliente pode ser obrigado a adquirir a linha de telefone.


Fonte:Correio da Bahia

Jair Bolsonaro: "Sou preconceituoso, com muito orgulho"

QUEM É
Paulista, militar da reserva, 56 anos, casado, pai de cinco filhos

O QUE FAZ
Cumpre o sexto mandato de deputado federal

O QUE FEZ
Ex-capitão do Exército, foi professor de educação física e vereador do Rio de Janeiro. Antes de se filiar ao PP, foi do PDC, PPR, PPB, PTB e PFL


A maioria dos parlamentares foge de discussões sobre temas polêmicos. O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) faz questão de correr ao encontro de alugns eles. Ex-capitão do Exército, Bolsonaro sustenta posturas radicais, como a defesa do período da ditadura militar (1964-85). Em defesa de suas opiniões, Bolsonaro comete erros históricos, por exemplo, ao dizer que durante os vinte anos do governo militar havia liberdade e pleno emprego no Brasil. Recentemente, Bolsonaro assumiu o protagonismo na oposição ao projeto que torna crime ataques a homossexuais e ajudou a derrubar a distribuição de kits contra homofobia nas escolas. Na semana passada, após ser absolvido em um processo disciplinar no Conselho de Ética, Bolsonaro respondeu às perguntas dos leitores de ÉPOCA.

Gostaria de saber qual seria a sua reação se alguém de sua família decidisse abertamente pela homossexualidade.
Pio Barbosa Neto, CE
Jair Bolsonaro -
Seria problema dele. Se essa fosse sua opção para ser feliz não estaria (nem poderia) ser proibido por mim mas, certamente, não iria me convencer a frequentar minha casa.

Qual o limite entre a liberdade de expressão e a ofensa à dignidade daqueles que não se enquadram na sua concepção, como os homossexuais?
Alexsandre Victor Leite Peixoto, AL
Bolsonaro -
Minha luta vitoriosa no Congresso foi contra a distribuição do kit gay nas escolas do 1º grau. Não podia me omitir diante do material que estimulava nossos meninos e meninas a ser homossexuais. E deviam se orgulhar dessa condição. No mais, tudo é demagogia, pois certamente não acredito que nenhum pai possa se orgulhar de ter um filho gay. Homossexualismo é comportamento.

Se você estivesse precisando de uma transfusão de sangue e o único sangue doado fosse de um homossexual, aceitaria a transfusão?
Matheus Nunes, RJ
Bolsonaro -
O risco de ser contaminado com o sangue de homossexual é 17 vezes maior do que com o de heterossexual. Duvido que alguém aceite sangue doado por homossexual sabendo desse risco. Cuidar da minha saúde é diferente de ser preconceituoso.

O que o senhor acha sobre a possibilidade de adoção de crianças por pais homossexuais?
Daniel Tonatto, RS
Bolsonaro -
Somos produtos do meio. Uma inocente criança adotada por pais (?) homossexuais certamente será influenciada e possivelmente seguirá o exemplo dos mesmos. Em vez de aceitar a mentira de que é melhor uma criança ser adotada por casal homossexual, prefiro uma séria política de paternidade responsável.

O senhor não acha que estão querendo acirrar ainda mais a homofobia, tratando os homossexuais com diferenciação?
Luiz Curvelo, RJ
Bolsonaro - O PLC 122 que está para ser votado no Senado visa, por exemplo, a condenar de 2 a 5 anos uma pessoa que se negue a vender sua bicicleta a um homossexual. Se aprovado, fará com que um homicida cumpra menos anos de prisão do que quem chame alguém de gay ou bicha.

Se o PL122/06 fosse aprovado, intimidaria os assassinos de homossexuais. Qual seria a ação que o Legislativo deveria tomar para garantir os direitos da população LGBT?
Camilo Oliveira, RJ
Bolsonaro -
A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em áreas de prostituição e de consumo de drogas, inclusive em horários em que o cidadão de bem já está dormindo. O PLC 122, na prática, criará uma categoria de vítimas privilegiadas, ou seja, com proteção especial em virtude de sua opção sexual. Assassinar um heterossexual é menos grave que matar um homossexual. Hoje, por exemplo, mais de 10 esposas/companheiras são assassinadas por dia. O que intimidaria a prática de qualquer crime seria a certeza de punição rápida e justa, sendo a pena cumprida em sua totalidade sem qualquer regalia e com trabalhos, ainda que forçados, que pagassem o sustento do preso.

O senhor diz que bateria no seu filho, caso ele fosse efeminado. Frases desse tipo não são, na verdade, uma tentativa de aparecer na mídia e, assim, se eleger novamente?
Flávia de Oliveira, SP
Bolsonaro -
Quando se perde o argumento me acusam de estar à procura de votos. Se posso mudar o comportamento de um filho agressivo ou desrespeitoso por que não poderia mudar o efeminado com a mesma atitude? Homossexualismo, como regra, é comportamento e não genética.

O senhor acha que um deputado federal precisa ser desprendido de preconceitos para avaliar com mais imparcialidade as leis?
Suzan Vitorino, PE
Bolsonaro -
O Congresso é formado por pessoas de todas as vertentes da sociedade e cada parlamentar tem o dever de defender as ideias que o seu eleitorado lhe confia. Se lutar para impedir a distribuição do kit-gay nas escolas de ensino fundamental com a intenção de estimular o homossexualismo, em verdadeira afronta à família é ser preconceituoso, então sou preconceituoso, com muito orgulho.

O Estado por lei deve ser laico. Você não acha errado, como deputado, usar argumentos religiosos para reforçar sua crítica contra homossexuais?
Diego da Cunha, RJ
Bolsonaro -
O Estado é laico, mas seu povo não. Somente católicos e evangélicos somam mais de 90% de brasileiros. A religião é fator de união dos povos e não pode ser desassociada da família, dos bons costumes e da moralidade.

Gostaria de saber se o deputado segue algum tipo de religião.
Suzana Marques, RJ
Bolsonaro -
Acredito em Deus, essa é a minha religião. Sou um católico que, por 10 anos, frequentou a Igreja Batista.

Qual a sua opinião sobre a legalização da maconha?
Carlos Magno, RJ
Bolsonaro -
Entendo que a “Marcha da Maconha” faz apologia ao consumo da maconha, porta de entrada para as drogas pesadas. Estudos sérios indicam que o uso da maconha causa grandes malefícios aos seus usuários, particularmente aos mais jovens e, por esse motivo, sou contra a legalização.

Qual a opinião do senhor sobre a democracia?
Paulo Azevedo, RJ
Bolsonaro -
Vivemos um período de pleno emprego, segurança, liberdade e respeito entre 1964 e 1985. Se houver uma pesquisa entre pessoas com idade superior a 60 anos tenho certeza de que a quase totalidade concordará com essa afirmação. Hoje temos medo de ir à escola, pois corremos o risco de sermos assaltados ou assassinados, mesmo durante o dia. Nossa “democracia” é governada por “líderes” que idolatram “democratas” como Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad e Khadafi.

“A maioria dos homossexuais é assassinada por seus respectivos cafetões, em horários em que o cidadão de bem já está dormindo”

Várias vezes o senhor comentou em entrevistas que era a favor de uma possível volta do governo ditatorial no Brasil. Por quê?
Rafael Lima de Oliveira, CE
Bolsonaro -
É mentira que o regime militar foi uma ditadura. Foi uma necessidade para aquele momento, e a adoção do regime foi motivada por anseios de todos os segmentos da sociedade, incluindo a mídia em geral e a igreja. Essa afirmativa pode ser comprovada com a leitura de jornais e revistas da época. Há 25 anos os militares são vilipendiados diuturnamente, inclusive acusados de torturadores, e as Forças Armadas permanecem como uma das instituições mais confiáveis do país, o que induz ao entendimento de que fizeram um bom governo.

Se o senhor se diz partidário da família, dos bons costumes e dos cristãos, por que ser defensor da ditadura?
Raquel Pereira de Medeiro, SP
Bolsonaro -
É uma grande mentira atribuir o adjetivo de ditadura ao regime implantado no Brasil, no período de 1964 a 1985. Ditadura, à época, existia em Cuba e perdura até os dias atuais, onde os integrantes da cúpula do nosso governo vão passar férias e idolatram Fidel Castro. O que os militares fizeram naquele momento foi evitar a implantação da ditadura do proletariado que, certamente, estaria perdurando até os dias atuais, a exemplo de Cuba.

Em qual aspecto o senhor sente mais falta do regime militar?
Darlan Westphal Bittencourt da Cunha, SC
Bolsonaro -
Do respeito às autoridades, aos professores, do pleno emprego, da segurança e da seriedade como se tratava a coisa pública. Não há notícia de um só oficial-general, coronel, capitão ou sargento que tenha enriquecido. Essa foi a principal causa do Brasil ter passado da 49ª para a 8ª economia mundial, os militares não eram corruptos.

A Comissão da Verdade seria revanchismo?
Jonhatan Amaral, CE
Bolsonaro -
Partindo do princípio de que todos os integrantes serão indicados pela presidente da República, não se pode esperar imparcialidade do que for relatado. O que se pretende é elaborar relatórios mentirosos, endeusando os petistas e demais adeptos da esquerda e satanizando os militares para que conste em livros didáticos uma nova história escrita de forma unilateral e mentirosa. Assim, fica claro que é um ato revanchista.

O senhor por algum motivo tem medo da divulgação dos documentos da época da ditadura militar?
Claudecir Soares Barboza, PR
Bolsonaro -
Quem tem que ter medo é o pessoal da esquerda, pois tais documentos podem comprovar os recursos vindos por intermédio de Cuba para financiar a luta armada no Brasil. Fidel Castro deveria ter uma estátua, do tamanho do Cristo Redentor, como símbolo da democracia petista. Ditadura vivemos, sim, hoje em dia, em que o governo impede a criação de qualquer CPI e fecha o Congresso com medidas provisórias.

Durante o regime militar foi introduzida a disciplina escolar "Moral e Cívica". O senhor acredita que ela deveria retornar ao currículo dos alunos da rede pública?
Lucas Felizardo, RS

Bolsonaro - Além da disciplina “Moral e Cívica”, cantava-se o Hino Nacional com a mão no peito e levantava-se na entrada e saída do professor da sala de aula. Sem disciplina e educação séria não existe futuro promissor. Hoje tirou-se a autoridade do professor na sala de aula, adotam-se livros que ensinam a falar e fazer contas de formas erradas e ainda querem introduzir material didático para estimular nossos filhos a ser homossexuais.

Gostaria de saber se seria possível um golpe militar nos dias atuais. E, como ex-militar, se isso viesse a ocorrer, quais seriam as melhorias imediatas?
Adriano Barbosa de Souza, MG
Bolsonaro -
Os militares não dão golpe. As Forças Armadas são instituições permanentes e, tradicionalmente, sempre atenderam os anseios do povo, já que desde suas criações são formadas por integrantes de todos os segmentos sociais. Assim foi em 1964. O povo, sim, é que deveria dar um “golpe” nos maus políticos que iludem a boa fé dos eleitores. Alguém tem alguma dúvida que programas assistencialistas, como o Bolsa Família, que acostuma o homem à ociosidade, são um obstáculo para que se escolha um bom presidente? Já dizia o saudoso Luiz Gonzaga: “Mas doutô uma esmola a um homem qui é são ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”.

O que o senhor acha que seria preciso para a direita conservadora voltar a ter voz na mídia nacional?
Gabriel da Costa Neto Nunes, DF
Bolsonaro -
A mídia, atualmente, depende basicamente de recursos governamentais. Assim, por necessidade, discrimina e sataniza os políticos de direita, já que o governo é de esquerda.

O senhor tem alguma pretensão de criar um partido realmente de direita, já que o seu próprio PP faz parte da bancada governista de esquerda?
Robson Tavares de Abreu, RJ
Bolsonaro -
É muito trabalhoso e caro criar um novo partido, já que ele nasce sem horário para a propaganda na TV e no rádio. O PP, embora apoie o governo, não patrulha seus deputados, que têm liberdade de expressar suas opiniões e votos, como é o meu caso.

Qual a sua opinião quanto à criação do Partido Militar Brasileiro?
Roberto Lanius, SC
Bolsonaro -
Creio que os militares, por suas limitações econômicas e políticas, encontrarão muitas dificuldades para manter um partido com essa denominação, pois faltarão argumentos para angariar votos de civis. O PMB é um partido natimorto até porque seu presidente, um capitão da PM de São Paulo, declarou que repudia o que denominou “golpe de 1964”. Gostaria de lhe perguntar se endeusa os que mataram o jovem tenente Alberto Mendes Júnior, no Vale do Ribeira, e se sua preferência é pelos militares das Forças Armadas ou pelo bando de Carlos Lamarca.

O senhor fala que é livre para votar em matérias sem obrigação do partido. Por que votou na MP que pode esconder as falcatruas nas licitações para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas?
Fernando Pedro da Silva, RJ

Bolsonaro - Foi um de meus raros votos com o partido. Só um idiota pode acreditar que qualquer obra possa ser realizada com gastos secretos. Pelo projeto, o TCU e o MP têm acesso a todas as fases da licitação. Após a concorrência, o governo abre o seu orçamento. Desde o fim do período militar, as falcatruas tornaram-se regra no Executivo.

Há reais intenções em desmilitarizar as polícias estaduais para caminhar em direção à unificação? O senhor é a favor do fim do alistamento obrigatório?
Wagner Pereira, SP
Bolsonaro -
Na realidade há outras intenções por parte de quem defende essas ideias, tal como retirar o porte de arma de policiais e bombeiros militares fora do serviço. Há de se ressaltar que somente 5% dos alistados são aproveitados e a quase totalidade dos jovens que incorporam são voluntários. Os que serviram as Forças Armadas sempre lembram com muito orgulho seu passado de recruta.

“Fidel Castro deveria ter uma estátua, do tamanho do Cristo Redentor, como símbolo da democracia petista”

O senhor acha necessário que exista algum controle de imigrantes que venham trabalhar no Brasil? A direita europeia está certa em restringir a imigração?
Toni Ricardo Eugênio dos Santos, SP
Bolsonaro -
Sim. E mais, o Brasil não pode continuar crescendo à taxa de 3 milhões de habitantes por ano. Sem uma política de planejamento familiar fica inviável combater a miséria, a fome e a violência. Por outro lado, estrangeiros vêm ao Brasil pela falta de mão de obra especializada em nosso meio.

É verdade que o senhor votou num projeto de lei para acabar com o 13º Salário, FGTS, Licença Gestante e outros direitos trabalhistas, conforme consta num e-mail que circula pela internet?
Gesiel Oliveira, PA
Bolsonaro -
Essa foi uma das grandes mentiras do PT para conquistar maioria nas eleições de 2002. Na web, a campanha foi massiva contra os candidatos do PMDB, PFL, PTB e PP. Os candidatros do PT e PC do B foram os grandes beneficiados com essa campanha difamatória. Tais direitos estão incluídos no art. 7º da Constituição, considerados como “cláusula pétrea”. Portanto, não passível de supressão nem por proposta de emenda à Constituição, muito menos por projeto de lei como foi divulgado.

Os militares terão aumento neste ano?
Wilton José Soares de Medeiros, PB
Bolsonaro -
A decisão de reajustar a remuneração dos militares é privativa da Presidente da República, Dilma Rousseff, que assumiu compromisso, por escrito, de manter a política salarial de seu antecessor, com recomposição anual. Entretanto, até o momento, se nega a discutir tal assunto.

Como motivar nossos militares se os salários nas Forças Armadas são baixos e outras carreiras de Estado têm salários melhores?
Paulo da Silva Gomes, RN
Bolsonaro -
Por ano, mais de 500 oficiais e praças de carreira deixam as Forças Armadas, sendo a maioria por aprovação em concurso público. Não dá para ser patriota com uma família para sustentar e passando necessidade. O governo sempre se prevaleceu da disciplina para subjugar os militares. O revanchismo ainda fala alto no governo do PT.

A MP 2215/2000 está parada no Congresso Nacional há quase dez anos. O que ela representa para a família militar?
Claudio Oliveira, RJ
Bolsonaro -
A Medida Provisória 2215-10, que trata da Lei de Remuneração dos Militares, é originariamente de dezembro de 2000. Seu relator, Romeu Tuma, faleceu sem poder colocá-la em votação. Essa MP provoca enorme desestímulo para a carreira. Infelizmente o Legislativo não tem independência para votá-la e o Executivo parece ter interesse na deterioração do material humano militar.

Gostaria de saber como anda o seu projeto em relação ao fim do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Felipe Azevedo, RJ
Bolsonaro -
O lobby da OAB no Congresso é muito forte. Tal exame rende, anualmente, milhões de reais aos cofres da entidade. No período militar não existia tal exame e os alunos eram melhores formados que nos dias atuais, e não eram extorquidos pela OAB.

Por que o senhor é contra o exame da OAB? O senhor não acha que acirrará ainda mais o mercado de trabalho dos advogados?
Murilo Silva Lacerda, MG
Bolsonaro -
É um absurdo que depois de, no mínimo, 5 anos de estudos e aprovação em uma faculdade autorizada a funcionar e fiscalizada pelo governo, um bacharel fique impedido de exercer sua profissão por exigência de uma entidade que se diz democrática. Discordo de que a liberação dos formandos acirrará ainda mais o mercado de trabalhos dos advogados. Em todas as demais profissões existem bons e maus profissionais e sempre que ocorre excesso de profissionais a lei de mercado faz com os jovens busquem alternativas.

Caso fosse eleito Presidente da República, quais seriam suas 3 prioridades?
Rubem B. Weber, PA
Bolsonaro -
Obrigado pela lembrança e, se fosse o caso, conduziria o país de forma semelhante ao período entre 1964 a 1985, quando o professor era valorizado, o policial sentia orgulho de sua profissão, o Congresso tinha moral e o Judiciário era respeitado.

Deputado, quando e por que o senhor foi demitido do serviço ativo do Exército Brasileiro?
Nelson dos Santos Carmona, BA
Bolsonaro -
Não fui demitido, mas sim transferido para reserva remunerada, por força de imposição legal, ao ser diplomado vereador pelo Município do Rio de Janeiro, em 21 de dezembro de 1988.

O senhor não acha que, se explanasse suas ideias de forma mais branda e sem partir para o lado pessoal, teria uma maior aceitação do público em geral?
Amanda Ferreira, DF
Bolsonaro -
Sem contundência ninguém é ouvido. Temos excelentes deputados que expressam suas ideias de forma polida e por isso não encontram eco na mídia.

Como o senhor avalia a abordagem da imprensa em geral com suas opiniões?
Allysson Almeida, RJ
Bolsonaro -
Nunca me dão o benefício da dúvida. Para mim, tudo é fato consumado. Não posso ter opinião contrária, pois sou taxado de preconceituoso. Tenho paz na consciência e falo o que penso e tenho apoio de considerável parcela da sociedade.

O deputado avalia que suas declarações são divulgadas corretamente ou distorcidas?
Ednilson Souza, DF
Bolsonaro -
Acontece de tudo. Minhas declarações vendem jornais e revistas e dão audiência no rádio e na TV. As distorções são apenas detalhes.

Príncipe Albert II se casa com Charlene Wittstock em Mônaco

O príncipe herdeiro de Mônaco, Albert II, se casou neste sábado (2) com a nadadora sul-africana Charlene Wittstock numa longa cerimônia religiosa que tornou a ex-atleta olímpica princesa de Mônaco. O evento teve início às 17h locais (12h em Brasília).

Charlen sucede à atriz de Hollywood Grace Kelly, que casou com o pai de Albert, príncipe Rainier III, em 1956, com quem teve três filhos, antes de morrer em um acidente de carro em 1982.

Moradores do principado assistiram à cerimônia com bandeiras vermelhas e brancas, as cores de Mônaco, diante do palácio. Albert, de 53 anos, e Charlene, de 33 anos, se casaram na sexta no civil, cerimônia que foi seguida de um concerto público do músico francês Jean-Michel Jarre.

O príncipe de Mônaco e a sul-africana se casaram diante de centenas de membros da realeza, chefes de Estado e celebridades do esporte e da moda.

A cerimônia religiosa do soberano e da ex-campeã de natação, que na sexta-feira se tornou Alteza Sereníssima princesa de Mônaco após o casamento civil, acontece ao ar livre, no pátio de honra do palácio, e não na catedral onde se casaram os pais de Albert, Rainier e Grace Kelly, em 1952.

Charlene casou-se com um vestido cor de marfim, do estilista Giorgio Armani. Ela foi recebida pelos convidados com admiração. O vestido tem 400 mil cristais Swarovski e um véu de 20 metros.

O sorridente noivo trajava o uniforme de verão, branco, da compania de carabineiros do principado.

Quase 4.300 pessoas foram convidadas para a cerimônia religiosa, oficiada pelo arcebispo do principado Bernard Barsi e transmitida ao vivo em grandes telões em toda a cidade-Estado.

Seguindo a tradição, a noiva depositará o buquê na pequena igreja de Saint Devote, padroeira do principado, no mesmo local em que a bela e trágica princesa Grace depositou o seu, após o casamento com Rainier.

O casal deve percorrer as ruas de Mônaco em um carro híbrido (que combina motor de combustão e elétrico), um Lexus LS 600h Landaulet conversível, que o principado destaca como mostra do interesse de Albert e Charlene pela defesa do meio ambiente.

Charlene se converteu ao catolicismo para se casar com Albert II, como exige a Constituição do segundo menor Estado do mundo, atrás apenas do Vaticano.


Fonte:G1

Metrô: onze anos, seis quilômetros e dois trens

A verba investida aumenta, o tempo passa, a paciência do soteropolitano incha e o número de trens... diminui. Há dois anos e meio, Salvador recebeu seis trens para usar no metrô, mas agora a prefeitura anunciou que o primeiro trecho vai operar apenas com duas composições.

A informação é da própria Secretaria de Infraestrutura e Transportes (Setin). O órgão prevê que a viagem de seis quilômetros da Lapa até o Acesso Norte dure 12 minutos e explica que, com quatro trens, o tempo médio de espera seria de seis minutos. Porém, como só haverá duas composições operando, o tempo médio de espera dobra e passa a ser de 12 minutos.


Entre um passeio de ‘locotrator’ e outro, trem aguarda na Estação Bonocô

De acordo com a Setin, esse serviço serve satisfatoriamente à população baiana. A prefeitura, porém, não informou onde estão os outros trens - três composições chegaram em Salvador em novembro de 2008 e outras três em janeiro de 2009. Em agosto do ano passado, todos foram colocados nos trilhos.

Os vagões permanecem adormecidos sobre os trilhos enferrujados. Em visita às obras na quinta-feira, a equipe do CORREIO registrou uma composição na Estação da Lapa - com a proteção de uma lona e coberta por uma quantidade de poeira suficiente para impedir parcialmente que o interior fosse visto. Dentro, os assentos continuavam cobertos pelo plástico. Outro trem estava na Estação Bonocô.

Locotrator
Enquanto a população de Salvador espera sentada - ou engarrafada -, o único meio pra fazer o metrô de Salvador andar é o “locotrator”, um equipamento específico para puxar o veículo sobre trilhos.

Os trens, que estão sob a guarda da Companhia de Transporte de Salvador (CTS), são puxados para frente e para trás constantemente pelo “locotrator”, entre as estações Lapa e Campo da Pólvora - 33 metros abaixo da superfície - para que não permaneçam parados, já que a falta de movimento pode causar uma espécie de “calo” nas rodas dos vagões - quatro em cada composição, que permitirão transportar 1.200 passageiros por viagem.


Nas estações vazias, uma voz no alto-falante alerta sobre segurança

Os trilhos de todo o percurso estão prontos, mas tomados por ferrugem. Apesar de a Setin insistir em negar que os trilhos estejam enferrujados, o técnico de segurança Everaldo Cardoso, que trabalhava nas obras, minimizou a questão. “Isso não é problema, porque quando o trem começar a andar, ficará limpo”.

futuro A etapa de obras civis já está concluída e as instalações elétricas - que abrangem energização e automação dos serviços - têm conclusão prevista para julho, mas os testes finais só devem acontecer em dezembro.

De acordo com a engenheira Teresa Barreto, uma das responsáveis pelo projeto do transporte, tudo depende da finalização da parte de automação do metrô, ou seja, ligar o sistema de controle eletrônico à estrutura física e fazer os trens rodarem.

Em 2012, o metrô finalmente começa a rodar para a população, com o regime de tarifa assistida, que também fará parte dos testes. Nesse período, os passageiros poderão andar gratuitamente no transporte, para que conheçam e se habituem à cultura do metrô.

O preço da passagem ainda é uma incógnita, mas, para o município, o bilhete deverá ser subsidiado para que esteja ao alcance do bolso da população. “A prefeitura de Salvador, como qualquer outra prefeitura onde exista o sistema metrô, buscará ter a tarifa subsidiada e integrada aos demais modais”, informou a assessoria da Setin.

O Pátio Auxiliar de Manutenção (PAM) está em fase de pré-conclusão. De acordo com a Setin, a obra teve que ser adicionada em função da determinação do governo federal em dividir o metrô em dois trechos de seis quilômetros cada. No começo da semana, o titular da Setin, José Mattos, informou que vai pedir mais R$ 28 milhões ao Ministério das Cidades para conseguir concluir o pátio, que servirá para as manobras das composições.

A prefeitura informou também que já foi feito um levantamento para abertura das vagas dos futuros funcionários do metrô, conforme determinação da Procuradoria Geral do Município. Mattos afirmou que o treinamento de 14 técnico da CTS estavam previstos para o segundo semestre deste ano. “Serão funcionários com experiência, que atuarão como maquinistas e técnicos de manutenção”, disse. Hoje, cerca de 300 operários e técnicos trabalham na finalização das obras.


O Centro de Controle de Operações é um sistema de observação das quatro estações e já está instalado

Cérebro das estações está ativo
Só falta andar. Essa é a impressão que se tem ao passear pelos trilhos e estações do interminável metrô de Salvador. No Acesso Norte uma voz feminina ao alto-falante já pede que os passageiros não fumem e mantenham-se atrás da faixa de segurança.

O letreiro eletrônico já informa as horas e avisa como crianças devem ser conduzidas nas escadas rolantes. Todos os pormenores das estações indicam que, aparentemente, a estrutura de suporte já está pronta para funcionar. O Centro de Controle de Operações (CCO), sistema de observação das quatro estações de metrô já está instalado, assim como todas as câmeras.

Os ATC´s - computadores de bordo do trem, que funcionam como o cérebro do metrô - estão sendo implementados. Eles permitirão a comunicação em tempo real nos vagões e funcionam como o cérebro do sistema de transporte. O ATC informa tudo o que ocorre no trem e é usado também em caráter preventivo. A subestação do metrô também está pronta e energizada e o Pátio Auxiliar de Manutenção (PAM), pré-concluída. Resta saber quanto falta para andar.

Orçamento não é apresentado (Por Priscila Chammas)
O Exército tinha prazo até ontem para apresentar um reorçamento das obras de Salvador. O secretário da Casa Civil da prefeitura, João Leão, foi então a Brasília buscar o documento, mas ontem à noite, ele retornou a Salvador de mãos abanando. Segundo ele, o trabalho não ficou pronto. “Estão faltando alguns ajustes”, disse Leão, sem explicar os motivos do atraso.

Segundo o secretário, o novo prazo para a apresentação do relatório é na próxima quarta-feira, quando terá que fazer nova viagem à capital do país. O orçamento foi uma exigência do Tribunal de Contas da União (TCU), depois de uma suspeita de superfaturamento nas obras. “Eles não têm compromisso com o cronograma, nem com nada. O TCU fez a determinação, mas quem teve que bancar os R$ 3,5 milhões foi a prefeitura”, reclamou o prefeito João Henrique, na quarta-feira.

Enquanto a construção do primeiro trecho do metrô se arrasta, a primeira audiência pública para tratar do transporte que será usado na Paralela já tem data marcada: dia 19 de julho, às 15h, na Câmara de Vereadores. Na ocasião, o secretário estadual do Planejamento, Zezéu Ribeiro, secretários municipais e a população em geral poderão debater acerca da escolha do modal.


Fonte:Correio da Bahia

MEC divulga segunda lista de chamada do SiSU do meio do ano

O Ministério da Educação (MEC) divulgou neste sábado (2) a segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para vagas no ensino superior no meio do ano. O candidato pode consultar a lista no site do SiSU pelas instituições e cursos que concorreu (cada estudante podia se inscrever em até dois cursos). As matrículas devem ser feitas nestas terça-feira (5) e quarta-feira (6).

Nesta edição do SiSU, um total de 446.508 estudantes que fizeram o Enem 2010 concorreram a 26.336 vagas em 48 instituições públicas de ensino superior em 20 estados. A primeira chamada foi divulgada em 22 de junho.

O SiSU foi criado pelo MEC para unificar a oferta de vagas em instituições públicas. De acordo com o ministério, foram oferecidas para esta edição do SiSU 10.552 vagas em cursos noturnos, 9.324 em cursos em período integral, 3.526 são para cursos matutinos e 2.934 para cursos vespertinos.

Minas Gerais é o estado com o maior número de instituições participando da edição do segundo semestre de 2011: dez, no total. A maioria das vagas está concentrada no Sudeste (9.784), seguido pelo Nordeste (9.451), Sul (5.181), Centro-Oeste (1.168) e Norte (752).

Seleção
A partir deste sábado, os candidatos podem manifestar interesse em entrar na lista de espera. O prazo vai até quinta-feira (7). A divulgação será feita em 11 de julho.

Podem entrar na lista de espera os candidatos não selecionados em nenhuma de suas opções nas chamadas regulares e os candidatos selecionados em sua segunda opção, independente de terem efetuado a matrícula. A manifestação somente poderá ser efetuada na primeira opção de vaga do candidato.

Fonte:G1

Morre aos 81 anos, Itamar Franco, senador e ex-presidente do Brasil

O senador e ex-presidente da República Itamar Franco (PPS-MG) morreu aos 81 anos neste sábado (2), em São Paulo.

Segundo nota divulgada pelo Hospital Albert Einstein, o presidente sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) na UTI, onde estava sendo tratado de uma pneumonia decorrente de uma leucemia aguda, e morreu às 10h15 da manhã.

O corpo será transferido às 7h30 do domingo (3) para a cidade de Juiz de Fora, onde será velado na Câmara Municipal. Na segunda (4), segue para Belo Horizonte onde, por desejo do ex-presidente, o corpo será cremado, após receber homenagens no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro.

Itamar estava internado no hospital, na capital paulista, desde o dia 21 de maio para tratar da leucemia. De acordo com os médicos, o ex-presidente reagiu bem ao tratamento, mas desenvolveu uma pneumonia grave. Por conta disso, acabou sendo transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ele passou o aniversário de 81 anos, completados em 28 de junho, na UTI do hospital.

O senador e ex-presidente Itamar Franco durante discurso no plenário do Senado (Foto: Agência Senado)O senador e ex-presidente Itamar Franco durante
discurso no plenário do Senado (Foto: Ag. Senado)

Biografia
Itamar Franco foi presidente da República entre 1992 e 1994, depois do impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello. Itamar foi também governador de Minas Gerais, senador durante 16 anos, prefeito de Juiz de Fora por dois mandatos e embaixador do Brasil na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Portugal e na Itália.

Como presidente, implantou o Plano Real – o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso era o ministro da Fazenda –, que estabilizou a moeda e acabou com a inflação, assinou a Lei dos Genéricos e a Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), que abriu caminho para a criação de programas de transferência de renda.

A doença
Leucemia é um tipo de câncer que atinge os glóbulos brancos, parte do sistema de defesa do organismo, na medula óssea. A doença impede ou prejudica a formação de glóbulos vermelhos e brancos e de plaquetas, causando anemia e abrindo espaço para infecções e hemorragias.

O governo
Eleito vice-presidente nas eleições de 1989, Itamar Franco tomou posse em 15 de março de 1990 junto com Fernando Collor de Mello, então governador de Alagoas. A chapa foi eleita com 42% dos votos em um segundo turno disputado contra o petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Após denúncias de corrupção e com a popularidade fragilizada por conta da situação caótica da economia, em função dos sucessivos planos econômicos frustrados e a hiperinflação, em setembro de 1992 Collor sofreu impeachment em votação na Câmara dos Deputados.

Itamar Franco, então, assumiu a presidência, aos 62 anos, primeiro interinamente, entre outubro e dezembro de 1992. Em 29 de dezembro de 1992, o político mineiro se tornou, efetivamente, presidente da República.

Entre os ministros escolhidos por Itamar estava Fernando Henrique Cardoso, que acabaria por sucedê-lo na Presidência. FHC ainda foi escolhido para o Ministério da Fazenda, de onde comandou a implementação do Plano Real.

Polêmicas
Itamar Franco teve problemas em sua gestão. Em 1993, suspeitas de fraude no Orçamento derrubaram Henrique Hargreaves da Casa Civil. O ministro, inocentado, voltou ao cargo três meses depois.

Outra polêmica aconteceu durante o carnaval de 1994. O então presidente foi um dos convidados de honra para assistir o desfile das escolas de samba no Rio. Itamar acabou flagrado por fotógrafos de mãos dadas com a modelo Lílian Ramos, que estava sem calcinha. As fotos e relatos repercutiram em jornais e televisões do mundo todo.

Um episódio marcante foi registrado em 23 de agosto de 1993, quando Itamar Franco desfilou por Brasília em uma versão conversível do carro popular. Com a intenção de oferecer um carro mais barato ao consumidor brasileiro, Itamar pediu ao presidente da Autolatina - consórcio das montadoras Volkswagen e Ford-, Pierre-Alain de Smedt, que voltasse a fabricar o Fusca no Brasil. O carro havia saído de linha sete anos antes.


Fonte:G1