terça-feira, 8 de setembro de 2015

Um ano e alguns meses com Síndrome do Pânico



Em PAZ! (Foto: Jonalva Paranã)


Desde o meu diagnóstico, eu venho lutando todos os dias para que essa doença não me vença. Mas não é fácil. Todo dia ao acordar eu tento pensar em coisas boas, que me façam sentir bem e que me coloquem em um lugar melhor. As vezes funciona.

Na última quarta-feira (2), voltei a frequentar o Centro de Estudos e Práticas em Psicologia (CEPPSI) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Desde o ano passado eu tenho esse acompanhamento. Antes eu frequentava somente nos plantões, mas já faz um mês que eu estou tendo um acompanhamento mais presente (essa palavra pode encaixar melhor). Esse acompanhamento vem me ajudado a descobri as causas das minhas crises (já estamos saturados com essa palavra, que toda hora passa nos noticiários, então vou trocar ela por momentos - ).

Depois que sai da consulta, fui conversar com meu supervisor, pois ele queria falar comigo sobre o meu pedido de saída do trabalho. Depois da conversa e dos acertos, fui conversar com o Diretor do meu local de trabalho, pois ele também queria conversar comigo. Não sabia o que era o assunto que ele queria tratar, mas achei que era em relação ao trabalho. Me enganei.

O assunto foi totalmente outro e para a minha surpresa foi sobre Síndrome do Pânico. Ele me pediu para ler um texto, e com isso fiquei sabendo que ele também tem a mesma doença que eu. Na verdade, o texto é um prefacio de um livro que ele escreveu sobre a sua luta diária para controlar as crises. Ainda não comecei a ler, mas já já vou começar a leitura.

A foto que escolhi para essa postagem, é uma feita na segunda (7). O local é a Universidade do Estado da Bahia, um local que eu sempre frequento, tanto para estudar quanto para me trazer paz. E está ao lado da natureza me traz paz e me dá energia para que essa doença não me vença.  

Falar o que sinto para muita gente ainda me causa um pouco de desconforto, pois muitos ainda não entendem o que você tem e ficam te jugando. Mas aprendi que falar e aceitar que você tem uma doença, mesmo que seja psicológica é o primeiro passo para a cura. E eu vou sair dessa! 

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