terça-feira, 12 de julho de 2011

Casino mantém posição contrária à fusão Pão de Açúcar e Carrefour

O grupo francês Casino afirmou nesta terça-feira (12), por meio de nota, que a proposta de unir as operações do Carrefour no Brasil às do Pão de Açúcar é contrária aos interesses da varejista brasileira e dos acionistas.

O conselho de administração do Casino, grupo que divide o controle do Pão de Açúcar com o empresário Abilio Diniz, também considerou que a estimativa de sinergias provenientes da fusão foram 'fortemente superestimadas', com riscos de execução significativos.

Em reunião nesta terça-feira, o conselho votou de forma unânime contra a operação, apoiada por Diniz, que não participou da votação.

Diniz se reuniu com o conselho de administração do Casino nesta terça-feira, em Paris, quando reafirmou seu apoio à transação, segundo o grupo francês.

O empresário Abilio Diniz convocou para o dia 2 de agosto uma reunião do Conselho de Administração da Wilkes, controladora do Pão de Açúcar, para deliberar sobre a proposta de fusão com o Carrefour.

A Wilkes é a empresa que abriga o Casino e a família Diniz, com participações de 50% cada. Hoje, a Wilkes tem participação no capital total do Pão de Açúcar de 25,2%.

Na prática, a fusão precisa de consenso entre Jean-Charles Naouri, do Casino, e Abílio Diniz para se tornar realidade. Casino e Pão de Açúcar, sócios em partes iguais na Wilkes, sustentam posições contrárias sobre o negócio.

Há duas semanas, o Carrefour anunciou ao mercado que recebeu da empresa brasileira Gama, que pertence ao fundo BTG Pactual, uma proposta de fusão de ativos no Brasil com os da Companhia Brasileira de Distribuição (CBD), holding que detém as lojas do Pão de Açúcar,Compre Bem e Extra.

Quase uma semana depois do anúncio, o conselho de administração do Carrefour se declarou favorável à fusão. Em comunicado divulgado no dia 4 de julho, a rede francesa afirmou que a fusão aumentaria a exposição do Carrefour a mercados crescentes e o projeto está “totalmente em linha com a estratégia de aumentar sua presença nos principais mercados emergentes”.


Fonte:G1

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