sexta-feira, 3 de junho de 2011

A presidente da República, Dilma Rousseff, disse nesta sexta-feira (3), no Rio de Janeiro, que o governo não pode permitir que pessoas morem em áreas consideradas de risco.

A afirmação foi feita durante a assinatura de um convênio com o governo do estado para aliberação de R$ 700 milhões para investimentos na região serrana do estado, atingida por fortes chuvas no começo deste ano.

“Não podemos mais permitir que as pessoas fiquem em áreas de risco. Se ficarem, não há contenção de encostas”, disse a presidente.

Dilma afirmou que, com a parceria, será possível a construção de 7,6 mil habitações para a população que morava nas áreas que foram prejudicada pelas fortes chuvas no estado. “É muito importante que no Brasil se consolide parcerias tão forte quanto estas do governo federal e do estado. Quando a gente divide dificuldades, como esta que aconteceu na região metropolitana, parece que a gente fica mais próximo”, afirmou.

Segundo Dilma, a liberação dos recursos marca uma segunda fase de atuação do governo, em auxílio aos moradores prejudicados. “A primeira etapa era resgatar as pessoas e evitar que [as chuvas] atingissem mais vidas humanas. A segunda etapa é a reconstrução”.

O anúncio foi feito ao lado do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do vice-governador Luiz Fernando Pezão, no Palácio Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, também participaram do encontro.

Em janeiro, sete municípios da região foram afetados por enchentes e deslizamentos. Os locais mais atingidos foram Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, São José do Vale do Rio Preto, Areal, Sumidouro e Bom Jardim.

"As pessoas acham que a obra demora a começar por que ninguém fez nada. A obra na hora que ela começa uma parte, nós já subimos e descemos duas vezes o Everest da burocracia e da solução dos problemas," explicou a presidente.

Central de prevenção de acidentes e desastres
No encontro, Dilma também falou que a construção da central de prevenção de acidentes e desastres está em ritmo “acelerado”.

“Estamos aceleradamente construindo a nossa central de prevenção de acidentes e desastres. Eu inclusive falei ontem com o presidente do Banco Mundial. Nós queremos com o nosso processo em andamento, ter aportes, no sentido de aprimorar o nosso sistema e saber que aqui só terá um sistema de prevenção de acidentes e desastres nesse sistema de cooperação”, falou.

A presidente ainda afirmou que, nos próximos dias, o governo deverá lançar oficialmente a segunda etapa do programa Minha casa, Minha Vida. A expectativa, segundo Dilma, é que sejam construídas 2 milhões de moradias nesta segunda etapa.

Petrobras
Mais cedo, na inauguração da plataforma da Petrobras, em Angra dos Reis, no Sul Fluminense, a presidente reclamou dos críticos que, segundo ela, diziam que o país não tinha capacidade para produzir equipamentos para a extração de petróleo.

Dilma afirmou que foi o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, quem determinou a ela, então ministra, que a Petrobras passasse a comprar de fornecedores brasileiros e não estrangeiros. "Nós somos um país com capacidade industrial. Então, o presidente Lula pensou: 'por que a nossa empresa brasileira compra lá fora e não aqui dentro'?

A partir desse momento, segundo Dilma, "provamos que é possível construir sondas, plataformas e fornecer equipamentos para a Petrobras explorar o pré-sal".

A presidente visitou as instalações da plataforma, em Angra dos Reis (RJ), acompanhada dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Luiz Sérgio (Relações Institucionais), Miriam Belchior (Planejamento) e Ideli Salvatti (Pesca), do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) e do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

Dilma fez fotos e autografou o uniforme de vários funcionários. A presidente também permitiu que trabalhadores assinassem nas costas de uma camisa da Petrobras que estava usando.

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), escolhida madrinha da plataforma, acompanhou Dilma. Ela recebeu das mãos da presidente uma placa alusiva ao batismo da plataforma.

De acordo com a Petrobras, a P-56 é uma unidade do tipo semissubmersível, com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de m³ de gás por dia. Na sua construção foram investidos aproximadamente US$ 1,5 bilhão, e gerados 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos. A utilização de conteúdo nacional alcançou 72,9% e o casco foi totalmente construído no Brasil.


Fonte:G1

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